Os jovens estão se destacando nos cargos de gerenciamento. Possuem uma influencia natural para serem referencia em um grupo de profissionais capacitados e com mais tempo de mercado. A chamada Geração Y (pessoas nascidas nas décadas de 80 e 90) possue uma formação educacional propensa a habilitar-se no que antes era requisitado nos currículos. Exemplo: facilidade com sistemas de computador e entendimento de Rede, acesso a cultura de outros países e fluência em idiomas, propensão a adoção de tendências, trabalho em equipe e aceitação da diversidade de estilos, consciência social e preocupação com o meio ambiente, automotivação e disposição para enfrentar desafios no trabalho.
A noção de que a vida não se encerra na empresa é a principal característica desta geração. Por esse motivo, os jovens possuem maior rotatividade nas empresas e a gana por cargos gerenciais só tende a aumentar mesmo com o acúmulo de pouca experiência.
André Barcaui, autor do livro “Gerente também é gente” pela Editora Brasport, atual mestre em sistemas de gestão e pai de uma Y típica, como prefere ser reconhecido, publicou uma reflexão este mês na Revista Mundo Project Management sobre a nova geração de líderes, abordando os fatores que levam um jovem a aspirar pela liderança e os problemas que isso pode acarretar ao empregador e ao próprio empregado. Dentre os desafios para os contratantes, o principal seria a falta de suporte emocional e o respeito da ética profissional, que é facilmente violada pela nova geração, a qual está propensa a defender sua opinião até vencer toda a equipe e/ou o seu superior. Esta maneira de pensamento tem duas raízes como vertentes: a primeira é o fato dos nascidos entre 80 e 90 possuírem pais que lutaram por um ideal contra o governo em um contexto de ditadura ou pós ditadura. Este fato fez com que estes pais estimulassem seus filhos à realização de propósitos sem medição de conseqüências. A segunda é o próprio fator do pensamento Y - ter a liberdade de trocar de empresa caso esta não seja aderente ao seu perfil profissional.
Outra peculiaridade da nova geração é a fluência nas habilidades comunicacionais, o que a faz crescer como profissional da categoria de líder. Leander Kahney em seu livro “A cabeça de Steve Jobs” ressaltou uma importante frase que Jobs costumava usar em palestras e workshops que participava: “Eu não preciso saber nada, mas eu tenho que ter o telefone de quem saiba”. Essa é uma particularidade presente na formação natural da geração Y, na qual os jovens já possuem um qualificado network e parcerias iconoclastas, totalmente favoráveis para o desenvolvimento da sua profissão.
É preciso saber canalizar positivamente o poder de iniciativa, a pulsão de vida e a intensidade da nova geração. Essa força-motora pode ser extremamente útil em equipes de produção ou em situações de extrema pressão. Mas para isso é necessário desenvolver habilidades emocionais, empáticas, autoconhecimento e autocontrole. A liderança é atrativa e acaba acontecendo naturalmente para jovens em destaque no mercado de trabalho, porém a experiência e o uso inteligente dos seus erros e dos erros dos demais é fundamental para o amadurecimento deste novo profissional.

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