sexta-feira, 25 de março de 2011

A desmistificação do líder

É um fato: quanto maiores são as empresas, maior a distância entre o líder e os colaboradores que ocupam os postos mais baixos das hierarquias, a linha de produção, o chamado “chão de fábrica” – principalmente quando estas estão divididas entre diversos estados, como é o caso das grandes indústrias e redes varejistas.
Não é raro, portanto, que os colaboradores não saibam o nome do presidente de sua organização ou não o reconheçam numa fotografia.

Tendo em vista esta distância e o quanto pode ser prejudicial à empresa ter um líder que também não tenha feedback direto dos funcionários, cada vez mais empresas promovem o conhecido “Café com o Presidente”: reuniões periódicas em que o presidente toma café com colaboradores escolhidos aleatoriamente ou com todos eles, quando possível.

Entre as críticas desta ação estão a falsa impressão de proximidade com os funcionários principalmente quando são escolhidos fortuitamente, a redução na confiança com os gestores diretos destes colaboradores, que deixarão para tratar o assunto diretamente com a figura de puder maior, além, é claro, da intimidação que o contato direto com o presidente pode gerar e distorcer os objetivos que eles tinham com a conversa.
No longo prazo, porém, os efeitos podem ser muito benéficos, ao passo que se cria uma cultura de interação entre líder e funcionários.

Outras empresas optam por fazer esta desmistificação por meio de eventos especiais, publicações que relatem a história e a dedicação do presidente ou por contatos diretos em outras formas.

Samuel Klein
Samuel Klein, fundador da Casas Bahia, é um grande exemplo.  Sua história é conhecida por praticamente todos os funcionários – e não só pelos funcionários. Diversos programas de televisão relataram sua vida, sua chegada ao Brasil e a fundação da rede, tais como o “Retrato Especial: Samuel Klein”, transmitido pela Rede Bandeirantes em novembro de 2003 – ano em que a rede lançava sua megaloja sazonal “Super Casas Bahia”, maior estabelecimento de comércio varejista do país.

Funcionários de diversas unidades da rede foram convidados à compor o quadro da megaloja, voltando aos seus postos de origem no fim. A experiência passada por estes colaboradores foi transmitida aos seus colegas na volta ao posto comum e, entre os relatos, estava “Conheci o Samuel Klein”. O famigerado fundador foi à inauguração da loja e cumprimentou a todos os funcionários, um por um, corredor por corredor, nos contou Celma de Andrade, que trabalhou na primeira edição da loja-evento.

Nenhum comentário:

Postar um comentário