
Os países estão vulneráveis a crises, conseqüentemente, as organizações estão juntamente enlaçadas aos presentes cenários. Recentemente o mundo esteve atento aos caminhos que a economia iria seguir, o receio tomou conta das organizações, gastos foram cortados, pessoas demitidas e a incerteza tomou conta da rotina das pessoas.
Diante deste cenário, as empresas devem se preocupar em como posicionar-se diante de seus diversos públicos. Como transmitir solidez e força com transparência e credibilidade. A comunicação organizacional é importante tanto em momentos de crise como também na preparação para possíveis situações de dificuldade, é preciso intensificar o processo de comunicação para informar suas condições e prioridades aos seus públicos mais críticos.
A comunicação corporativa deve ser o catalisador para atualizar o perfil de risco da empresa e orientar os gestores para as piores questões que virão inevitavelmente tanto da mídia quanto de outros setores. E mostre-lhes como devem se comportar diante dos públicos com os quais interagem. São eles que vão construir a confiança e a credibilidade e não apenas o processo de comunicação corporativa. A comunicação deve orientar aos gestores sobre como devem se portar diante de seus colaboradores, a gestão da crise deve ser feita inicialmente dentro da organização para que possa ser feita posteriormente com os públicos externos.
Do mesmo modo que em relação à transparência, os funcionários também precisam ter a percepção de que a empresa está sendo clara e preocupada com eles. Nos dias atuais com a tecnologia aberta e, especialmente, em momentos de dificuldades, o laço entre a empresa e os funcionários pode se romper com muita facilidade. Muita informação – falsa ou verdadeira – chega aos colaboradores por inúmeras fontes. Informações relevantes nunca vêm completas e sua interpretação é sempre equivocada, afetando o ambiente e a produtividade até mesmo de empresas que não estão diretamente envolvidas na situação. Desta forma os líderes possuem papel essencial na abordagem de seus liderados.
Segundo Flávio Schmidt, as empresas que concentram a comunicação nos funcionários, nas comunidades e nos públicos informando tudo sobre sua visão de responsabilidade de crescimento e negócios, ao invés de irem para o noticiário da crise, tendem a receber atenção mais equilibrada da imprensa e vão para espaços nobres de informação.
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