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| Googleplex: sim, é uma empresa! |
Sustentados por anúncios, o Google conseguiu ter uma base sólida e consolidada de serviços que, com sua rentabilidade, permitem à empresa seguir inovando e lançando coisas diferentes em mercados diferentes o tempo todo.
Boa parte dos serviços teve origem com projetos paralelos dos colaboradores que os executavam em seus tempos livres. O mais famoso aqui no Brasil é, sem dúvida, o Orkut, a rede de relacionamento criada pelo funcionário turco Orkut Büyükkökten. Orkut – o engenheiro de sistemas – aproveitou da liberdade e flexibilidade que a empresa proporciona em sua sede, o mundialmente conhecido Googleplex, para inovar e desenvolver seu projeto.
Trabalhar no Google, com a liberdade e o despojamento que a empresa oferece, passou a ser, então, o sonho de pessoas no mundo todo. O ideal de trabalhar numa empresa que tem pufes espalhados em toda sua instalação, além de videogames, salas de jogos e diversos espaços para lazer, com remuneração inflacionária e flexibilidade de horário se tornou uma ambição para profissionais de toda a década.
No entanto, aparentemente este encanto se quebrou. Com o sucesso do Facebook, impulsionado pelo filme The Social Network, 2010, uma nova figura central pairou sobre todo o mundo: o jovem Mark Zuckerberg, CEO da rede de relacionamentos, que teve sua história retratada nas telonas.
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| Zuckerberg, o líder hype |
Recentemente foi noticiada a contratação do responsável pela operação latino-americana do Google, Alexandre Hohagen, pelo Facebook, além de inúmeras outras pessoas que trocaram seus postos de trabalho no gigante das buscas pelo gigante das redes sociais.
Mesmo com a fragilidade do Facebook, que ainda não abriu seu capital e tem operações restritas na rede social, sem diversificações de mercado que poderiam auxiliar na resistência a uma grave crise futura, Zuckerberg se tornou o ideal de líder na atualidade. Estar próximo de sua figura tão admirada torna-se um estimulo ímpar na produtividade dos funcionários, que “se entregam de corpo e alma”.
A inteligência de Zuckerberg e sua ambição por conquistar o mundo online ultrapassando as fronteiras do que pertence e do que não pertence ao Facebook, quase que declaradamente opositora ao slogan “Don’t be evil” (não seja mal) do Google, revelam que o sucesso da rede de relacionamentos como empresa está diretamente relacionada com os valores compartilhados por seus colaboradores e a mitificação gerada em torno da figura do líder.


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