terça-feira, 16 de agosto de 2011

A empresa está sofrendo cortes. E agora?

Esta foi uma pergunta que esteve estampada na face de um colaborador minutos depois de este ter sido avisado de que a tradicional festa de Natal não iria acontecer naquele ano. O motivo alegado foi o corte internacional de verba. Ora, que pessoa ficaria confortável ao se deparar, de repente, com um cenário deste cunho?

Multinacionais comumente correm riscos que envolvem ocilações da macroeconomia. Crises locais geram contenção mundial, que, dependendo da amplitude, podem atingir o quadro de colaboradores.
Posso dizer que, o sucesso desse case deve-se ao fato de uma pessoa da Comunicação ter presenciado o repasse desta sutil mensagem com conotação de "não teremos festa pois não há dinheiro". Para que este tipo de situação seja evitado, é imprescindível que as pessoas sejam informadas rapidamente sobre o que está ocorrendo, de forma clara (pois a cognição racional diminui nestes momentos) e verídica, sem invenção ou extrapolação de dados.

A melhor figura para cumprir este tipo de missão é o líder. A ele são atribuídas características de credibilidade, atenção e respeito. Não é necessário que a informação seja dissipada por apenas uma liderança, mas o conteúdo da mensagem precisa ser obrigatóriamente o mesmo, caso contrário gerar-se-á um problema ao invés de uma solução.

Adotou-se, no caso desta organização, uma postura mais transparente ante os stakeholders. Acionistas, imprensa e colaboradores foram colocados a par da situação, diminuindo especulações e sensações de caminhada por um corredor escuro sem parâmetros. O porta-voz da empresa, figura a qual detinha mais presença nas questões estratégicas, conduziu todos os discursos de forma unânime.

Pensemos, agora, pelo lado inverso: se o colaborador do início da história tivesse se mantido preocupado com a retenção de custos, passaria essa informação adiante somada à sua interpretação emocional. Isto poderia chegar a um ponto dificilmente de ser consertado, já que a parte externa provavelmente também já teria sido envolvida.

Comunicação interna, é, indubitavelmente, essencial em períodos difíceis. Além de evitar uma situação ainda mais complicada, instala a paz à própria alma da empresa, afinal o que são os colaboradores senão isto?

Nenhum comentário:

Postar um comentário